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Bitcoin

A história do Bitcoin

outubro 4, 2018

A história do Bitcoin

O desejo de criar uma moeda totalmente digital não é algo recente. O movimento cypherpunk, que reúne ativistas defensores da privacidade e da utilização de técnicas criptográficas, sempre teve como um de seus objetivos centrais a criação de uma moeda digital e fizeram algumas tentativas durante os anos 1990 e início dos anos 2000, como o Bit Gold e o eCash. Foi apenas com o Bitcoin, no entanto, que esse desejo da moeda digital se tornou realidade.

Em 2008, o pseudônimo Satoshi Nakamoto publicou em uma lista de discussão de criptografia um white paper chamado “Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer”. O trabalho criou uma solução para o gasto duplo (quando a mesma moeda é gasta duas vezes), o que permitiu a criação de uma moeda completamente desintermediada justamente na época em que o sistema financeira tradicional passava por uma grave crise.

A implementação do Bitcoin e as primeiras transações

Já no dia 3 de janeiro de 2009, o código foi implementado e o primeiro bloco, o chamado bloco gênesis, foi minerado. Ele contém uma mensagem que faz referência a uma manchete daquela manhã do jornal britânico The Times: “The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks”, o que alguns interpretam como uma referência às falhas do sistema financeiro e à alternativa que é o Bitcoin.

A primeira transação ocorreu em 12 de janeiro desse mesmo ano entre Satoshi e Hal Finney, um programador que posteriormente fez contribuições relevantes para o desenvolvimento da criptomoeda. Já a primeira compra feita com bitcoins ocorreu em 22 de março de 2010, quando o programador Laszlo Hanyecz ofereceu 10.000 bitcoins a quem lhe desse uma pizza.

Imagem de uma pizza com um Bitcoin do lado

A Silk Road

O Bitcoin logo atraiu o interesse daqueles que lavavam dinheiro ou traficavam drogas e armas, porque dificultava o rastreamento das transações e proporcionava uma certa anonimização. Um dos casos mais conhecidos é o da Silk Road, um mercado na deep web que surgiu em 2011 e vendia produtos ilegais por bitcoins, principalmente drogas como cannabis, heroína, LSD, MDMA e metanfetaminas.

Seu criador, o pseudônimo Dread Pirate Roberts, era um defensor de ideais libertários e acreditava que a Silk Road deixaria os consumidores livres para comprar o que desejassem sem medo de qualquer represália, fosse alguma violência ou a prisão. Mais tarde investigações apontaram Ross Ulbricht como o homem por trás do site e, em outubro de 2013, ele foi preso em uma biblioteca pública de São Francisco, nos EUA. Nessa época a Silk Road tinha mais de um milhão de usuários ativos e contabilizava 1,2 milhão de transações no valor de 9,5 milhões de bitcoins.

Imagem de uma página do site Silk Road

A popularização do Bitcoin

Desde a sua criação, o código do Bitcoin sofreu algumas alterações resultantes da contribuição de desenvolvedores engajados e interessados em aprimorar a criptomoeda, como a correção de uma vulnerabilidade na verificação dos blocos que permitiu a emissão de 184 bilhões de bitcoins em 2010.

A popularização do Bitcoin e algumas de suas limitações, por exemplo o tamanho do bloco, levaram ao surgimento de novas criptomoedas, as chamadas altcoins, que normalmente tentam aprimorar o protocolo original implementando algumas modificações.

Logo no começo de sua história, em 2009, o Bitcoin valia menos de um décimo do cent de dólar, mas a criptomoeda deixou a exclusividade dos círculos de entusiastas tecnológicos e do crime organizado e em 2017 tornou-se um investimento mais comum, chegando a valer cerca de 20.000 dólares.

O mistério do criador

Ainda que essa transformação tenha ocorrido, o criador do Bitcoin permanece um mistério, despertando a curiosidade de muitos e abrindo espaço para o surgimento de diversas especulações. Alguns acreditam que a real identidade do pseudônimo Satoshi Nakamoto é Dorian Satoshi Nakamoto, um vizinho de Hal Finney, mas ele nega qualquer envolvimento. Outros acreditam ser Nick Szabo, por conta do estilo semelhante de programar.

Existem diversas teorias, porém a verdade ainda é desconhecida e o nome pode se referir até mesmo a um grupo de pessoas. O enigma continua, mas o que importa de fato é a contribuição que ele fez para a humanidade com sua invenção.